terça-feira, 21 de setembro de 2010

O passado religioso de cada candidato a presidência

Neste período eleitoral veremos os principais candidatos à presidência em diversas celebrações religiosas. De fato, já temos visto Dilma Rousseff e José Serra participando de cultos de diferentes religiões. Dos pentecostais Gideões Missionários aos passes em ritos afro-brasileiros, passando por diversas missas. Interessa também o fato de que movimentos religiosos marcaram e impulsionaram o histórico político destes adversários, assim como o de Marina Silva, que também concorre à presidência. Sem tomar partido de nenhum dos pré candidatos, decidimos contar de maneira muito breve um pouco de como a religião os influenciou ao longo de sua juventude olítica. Desta forma, podemos ao menos desconfiar de aparições de um ou outro em eventos que pouco têm a ver com suas reais crenças.
José Serra
O pré-candidato tucano ingressou na carreira política no diretório acadêmico da Escola Politécnica da USP. Para chegar ao cargo de presidente da União Nacional dos Estudantes, contou com o apadrinhamento da Juventude Católica, sendo esta a sua maior ligação política
com o catolicismo. Foi um grande cabo eleitoral, já que na época, a presidência da UNE era de importância comparável à de um partido político. Depois disto, foram apenas um ou outro discurso em missas, em que declarou apoio ao trabalho missionário e citou Jesus como um defensor da qualidade de vida ao dizer que Cristo veio para “dar vida em abundância”.
Dilma Rousseff
A chefe da Casa Civil estudou em colégio de freiras na adolescência. Filha de pai húngaro, ela teve formação católica, que logo foi suplantada pela educação marxista-leninista. Ainda jovem,
ingressou no Polop, depois na Colina e ajudou a formar o VAR-Palmares. Todos estes movimentos ligados à luta armada socialista, com uma cultura predominantemente ateísta. Dilma nunca se declarou ateia. Recentemente, em programas de televisão, declarou-se devota de Maria em suas diferentes formas como “Nossa Senhora”.
Marina Silva
A senadora e ex-ministra do Meio-Ambiente nasceu no estado do Acre e foi ainda jovem para Rio Branco com o sonho de tornar-se freira. Foi no convento que teve contato com a teologia
da libertação e mais tarde com Chico Mendes, ao lado de quem ela lutaria por melhores direitos para os seringueiros e pela preservação da Floresta Amazônica. Converteu-se ao protestantismo ao aceitar a oração de um pastor da Assembleia de Deus quando passava por tratamentos para atenuar seqüelas da malária e leishmaniose que sofreu na adolescência. Há 13 anos é protestante e foi consagrada missionária pela Assembleia de Deus há três.

Publicado no jornal UMP SP em maio de 2010, por Victor Fontana

postado por Camila Crepaldi

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