José Serra
O pré-candidato tucano ingressou na carreira política no diretório acadêmico da Escola Politécnica da USP. Para chegar ao cargo de presidente da União Nacional dos Estudantes, contou com o apadrinhamento da Juventude Católica, sendo esta a sua maior ligação política
com o catolicismo. Foi um grande cabo eleitoral, já que na época, a presidência da UNE era de importância comparável à de um partido político. Depois disto, foram apenas um ou outro discurso em missas, em que declarou apoio ao trabalho missionário e citou Jesus como um defensor da qualidade de vida ao dizer que Cristo veio para “dar vida em abundância”.
Dilma Rousseff
A chefe da Casa Civil estudou em colégio de freiras na adolescência. Filha de pai húngaro, ela teve formação católica, que logo foi suplantada pela educação marxista-leninista. Ainda jovem,
ingressou no Polop, depois na Colina e ajudou a formar o VAR-Palmares. Todos estes movimentos ligados à luta armada socialista, com uma cultura predominantemente ateísta. Dilma nunca se declarou ateia. Recentemente, em programas de televisão, declarou-se devota de Maria em suas diferentes formas como “Nossa Senhora”.
Marina Silva
A senadora e ex-ministra do Meio-Ambiente nasceu no estado do Acre e foi ainda jovem para Rio Branco com o sonho de tornar-se freira. Foi no convento que teve contato com a teologia
da libertação e mais tarde com Chico Mendes, ao lado de quem ela lutaria por melhores direitos para os seringueiros e pela preservação da Floresta Amazônica. Converteu-se ao protestantismo ao aceitar a oração de um pastor da Assembleia de Deus quando passava por tratamentos para atenuar seqüelas da malária e leishmaniose que sofreu na adolescência. Há 13 anos é protestante e foi consagrada missionária pela Assembleia de Deus há três.
Publicado no jornal UMP SP em maio de 2010, por Victor Fontana
postado por Camila Crepaldi